“Minha mão luta contra si para alcançar o telefone. Não posso mais evitar, estou de cara com o meu próprio limite, esta história tem pagado com orgulho e nós dois ficamos com pouca glória, perdidos no destino. Eu não consigo lutar mais. Ao menos tenho passado pelos teus pensamentos? Porque isso tem acontecido comigo o tempo todo. São exatamente 2 e 48 da manhã e eu preciso de você, eu prometi a mim mesma que não te ligaria, mais eu estou perdendo o controle, preciso de você, agora. Viro mais duas doses de vodka e continuo com o olhar fixo na porta dos fundos, desejando que você entre arrebentando, do mesmo jeito que você fez antes. Tem se tornado comum me surpreender rindo ao lembrar das nossas besteiras, e é inevitável te olhar feita boba, observando teu jeito estúpido e carinhoso em um mesmo tempo. Eu me sentia tão segura quando encostava minha cabeça sob teu peito conferindo suas batidas e sentindo o que era real. E você tão errado e cheio de estragos. Peguei-me olhando pra tudo isso e me prendendo tanto. Como se nada mais no mundo fosse tão fogo e gelo como é aqui. Eu prometi para mim mesma que não voltaria atrás, mas assinei meu atestado de insanidade e preciso de você agora.”